sábado, 26 de abril de 2008
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Exemplar
João Mota - 2008 (R.I.P.)
Um exemplo de vida que tive a honra de conhecer aos 6 anos, e mais importante um exemplo como pessoa.
Uma inspiração.
Um exemplo de vida que tive a honra de conhecer aos 6 anos, e mais importante um exemplo como pessoa.
Uma inspiração.
terça-feira, 8 de abril de 2008
The Last Breath

Um dia chegará esse momento, em que terei comigo apenas as minhas memórias, os sentimentos passados, as emoções vividas e as pessoas amadas. Não estarão lá todas, apenas quem conseguiu resistir ao tempo e à sua erosão.
Nesse dia terei comigo tudo o que guardei de bom, tudo o que valeu a pena e reconheci como tal. Não sei quem estará lá, nem quantas pessoas do presente, nem quais as emoções, as cicatrizes do passado ou até mesmo os sorrisos de sempre.
Enquanto escrevo isto lembro-me de ti, porque quero que lá estejas, seja de que forma for. Lembro-me também dos outros e principalmente dela, a irmã. Lembro-me de sangue próximo, quem um dia me pegou ao colo ou me carregou dentro de si.
Lembro-me de tudo como se já fosse esse dia, mas a morte não tem dia, e se o tiver que seja daqui a bastante tempo.
E tu, estarás lá nesse dia?
domingo, 6 de abril de 2008
Heroes
O que são hérois? São as pessoas que salvam vidas, que ajudam outras, que fazem coisas extraordinárias ou as que comandam exércitos, lutam nas guerras, têm o poder?
É um héroi quem mata pessoas? É um héroi quem arrisca a sua vida para salvar outras?
Talvez alguns deles sejam hérois, não todos. Porém, a designação de ‘héroi’ tem sido alterada ao longo dos tempos. Antigamente era alguém com capacidades fora do comum. Actualmente são as pessoas que valorizam os Direitos Humanos.
Os meus hérois não precisam de fazer nem uma coisa nem outra. Basta serem eles mesmos, utilizarem as suas capacidades para viver, à sua maneira. Mais vale viver no risco de morrer, do que não viver esperando a morte. E é assim que espero que sigam a vida, para realmente viverem.
Serão então os meus hérois os que têm capacidades que são notabilizadas por todos? Os que são mediáticos e conseguem comandar massas através do seu interior? Os que praticam o bem de uma forma pura?
Não, hérois são os meus amigos.
É um héroi quem mata pessoas? É um héroi quem arrisca a sua vida para salvar outras?
Talvez alguns deles sejam hérois, não todos. Porém, a designação de ‘héroi’ tem sido alterada ao longo dos tempos. Antigamente era alguém com capacidades fora do comum. Actualmente são as pessoas que valorizam os Direitos Humanos.
Os meus hérois não precisam de fazer nem uma coisa nem outra. Basta serem eles mesmos, utilizarem as suas capacidades para viver, à sua maneira. Mais vale viver no risco de morrer, do que não viver esperando a morte. E é assim que espero que sigam a vida, para realmente viverem.
Serão então os meus hérois os que têm capacidades que são notabilizadas por todos? Os que são mediáticos e conseguem comandar massas através do seu interior? Os que praticam o bem de uma forma pura?
Não, hérois são os meus amigos.
segunda-feira, 24 de março de 2008
Anjos
Abriu os olhos. Tinha parado de chover. Saiu de baixo do casaco do seu irmão e voltou a olhar para o exterior, as nuvens cinzentas persistiam no ar, contudo a chuva tinha fugido daquele local. Olhou para o irmão e reparou pela primeira vez na sua expressão em descanso. Tudo o que via era um amor, um amor maior do que qualquer detalhe menos estético, ou do que qualquer imperfeiçao.
Momentos antes, quando a foi buscar a casa, Jon reparou nos pormenores da sua vida, cada movimento do corpo da sua irmã era de um enorme esplendor, linda, querida, perfeita, o sorriso, os cabelos que teimavam seguir o vento, toda ela, como se de um anjo se tratasse. Quando entrou no seu carro abraçaram-se, e que abraço, durou uns bons minutos, mas não foram bons, foram excelentes. Sentia-a tão perto, sentia-se tao aconchegado, tão seguro, como se tudo estivesse ali, mas não estava. Ela chorava no seu ombro, problemas sem solução dizia-lhe ele. Foi um abraço que soube a vida, porque era sem dúvida esta a vida dele.
Porém, naquele momento, não estavam nesse abraço, nem no mesmo local. Ele dormia profundamente, e ela olhava-o, como se olhasse o melhor da vida. Não eram irmãos, apenas no coração.
“Irmão” – dizia-lhe ela ao ouvido, de forma gentil e meiga.
Ele acordou, como se tivesse dormido anos, e olhou pela janela.
Podia constatar que já nao chovia, porque as nuvens já se encontravam abaixo deles. Estavam muito a cima, sentados numa cadeira que só eles conseguiam sentir.
Para trás ficava o mundo, os maus e bons sentimentos, mas para a frente ficava o que realmente valia a pena.
“Irmão, chegámos.”
E tinham chegado, ao Paraíso.
Momentos antes, quando a foi buscar a casa, Jon reparou nos pormenores da sua vida, cada movimento do corpo da sua irmã era de um enorme esplendor, linda, querida, perfeita, o sorriso, os cabelos que teimavam seguir o vento, toda ela, como se de um anjo se tratasse. Quando entrou no seu carro abraçaram-se, e que abraço, durou uns bons minutos, mas não foram bons, foram excelentes. Sentia-a tão perto, sentia-se tao aconchegado, tão seguro, como se tudo estivesse ali, mas não estava. Ela chorava no seu ombro, problemas sem solução dizia-lhe ele. Foi um abraço que soube a vida, porque era sem dúvida esta a vida dele.
Porém, naquele momento, não estavam nesse abraço, nem no mesmo local. Ele dormia profundamente, e ela olhava-o, como se olhasse o melhor da vida. Não eram irmãos, apenas no coração.
“Irmão” – dizia-lhe ela ao ouvido, de forma gentil e meiga.
Ele acordou, como se tivesse dormido anos, e olhou pela janela.
Podia constatar que já nao chovia, porque as nuvens já se encontravam abaixo deles. Estavam muito a cima, sentados numa cadeira que só eles conseguiam sentir.
Para trás ficava o mundo, os maus e bons sentimentos, mas para a frente ficava o que realmente valia a pena.
“Irmão, chegámos.”
E tinham chegado, ao Paraíso.
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Sexta-feira
Pela segunda sexta-feira seguida senti-me em 'casa'. Não é a casa a que tradicionalmente associamos, mas sim a casa que me trás paz e equilíbrio, mesmo que não haja nada para dizer, é uma presença que me faz sentir seguro.
As ruas de Lisboa apaixonam-me, seja onde for, fazem-me sentir bem.
Obrigado por mais um 'hoje'.
As ruas de Lisboa apaixonam-me, seja onde for, fazem-me sentir bem.
Obrigado por mais um 'hoje'.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
O Cinema de Janeiro a 15 de Fevereiro
Um mês e meio decorrido neste 2008 aproveito para fazer uma pequena revisão sobre os filmes que visionei no cinema até esta data, por ordem de preferência:
1-There Will Be Blood- Paul Thomas Anderson
Não há muito a dizer desta obra-prima, é sem dúvida isso mesmo, uma obra-prima, com uma banda sonora excepcionalmente arrepiante, uma realização medida e perfeita, relações humanas extraordinárias e uma interpretação que ultrapassa o ser humano(daniel day-lewis).
'There Will be Blood' é dos melhores filmes dos últimos anos, e um exemplo de cinema no seu expoente máximo. 5/5
2-The Darjeeling Limited- Wes Anderson
Wes Anderson dá seguimento ao estilo que o popularizou, contudo de forma menos conseguida que o seu filme anterior. História interessante e boa relação entre as personagens principais, tudo ao estilo de Wes Anderson. 4/5
3-Rambo- Sylvester Stallone
De forma simples e concisa, posso dizer que este John Rambo está um bom filme de entretenimento e acção, com boas sequências, filmado de forma competente e bem ao estilo de um filme de acção que pretende o mais simples, entreter, com sucesso. 3,5/5
4-3:10 to Yuma- James Mangold
História interessante, algumas personagens bem construidas, porém a personagem do Russel Crowe é muito fraca e muito pouco desenvolvida. Pretende dramatizar cenas em que não é capaz, porque não consegue dar dimensão humana as personagens. 3,5/5
5-Atonement- Joe Wright
Filme que me surpreendeu, pelo anterior filme do realizador ter sido, na minha opinião, um fracasso total. Interpretações medianas e muito menos forçadas do que no "Pride and Prejudice", muito menos teatral e mais natural e uma realização mais cuidadosa tornam este 'Atonement', numa boa surpresa deste ano. Um filme interessante. 3/5
6-Charlie Wilson`s War - Mike Nichols
Filme simpático, com uma história bem conduzida, porém com os mesmos vicíos americanos, que tentam sobrevalorizar a pátria, da forma mais idiota possível(a forma heroíca). Tom Hanks tem um bom papel, tal como Philip Seymour Hoffman(melhor interpretação do filme).
7-No Country For Old Men- Ethan Coen, Joel Coen
Javier Bardem tem uma interpretação de gigante neste filme menor, em que Tommy Lee Jones é apenas parte do estúdio, entrando em cena algumas vezes, para despejar umas frases sobre moral e coisas da vida, de forma algo idiota e forçada. História interessante até certo ponto, até quando se começa a tornar repetitiva e algo irritante. Bons planos, boa realização. 2/5
8-Cloverfield- Matt Reeves
Filme completamente fracassado, com personagens vazias e sem espirito. Sequências de acção bem conseguidas, história banal e pouco surpreendente. Já vi este filme algures... 1/5
1-There Will Be Blood- Paul Thomas Anderson
Não há muito a dizer desta obra-prima, é sem dúvida isso mesmo, uma obra-prima, com uma banda sonora excepcionalmente arrepiante, uma realização medida e perfeita, relações humanas extraordinárias e uma interpretação que ultrapassa o ser humano(daniel day-lewis).
'There Will be Blood' é dos melhores filmes dos últimos anos, e um exemplo de cinema no seu expoente máximo. 5/5
2-The Darjeeling Limited- Wes Anderson
Wes Anderson dá seguimento ao estilo que o popularizou, contudo de forma menos conseguida que o seu filme anterior. História interessante e boa relação entre as personagens principais, tudo ao estilo de Wes Anderson. 4/5
3-Rambo- Sylvester Stallone
De forma simples e concisa, posso dizer que este John Rambo está um bom filme de entretenimento e acção, com boas sequências, filmado de forma competente e bem ao estilo de um filme de acção que pretende o mais simples, entreter, com sucesso. 3,5/5
4-3:10 to Yuma- James Mangold
História interessante, algumas personagens bem construidas, porém a personagem do Russel Crowe é muito fraca e muito pouco desenvolvida. Pretende dramatizar cenas em que não é capaz, porque não consegue dar dimensão humana as personagens. 3,5/5
5-Atonement- Joe Wright
Filme que me surpreendeu, pelo anterior filme do realizador ter sido, na minha opinião, um fracasso total. Interpretações medianas e muito menos forçadas do que no "Pride and Prejudice", muito menos teatral e mais natural e uma realização mais cuidadosa tornam este 'Atonement', numa boa surpresa deste ano. Um filme interessante. 3/5
6-Charlie Wilson`s War - Mike Nichols
Filme simpático, com uma história bem conduzida, porém com os mesmos vicíos americanos, que tentam sobrevalorizar a pátria, da forma mais idiota possível(a forma heroíca). Tom Hanks tem um bom papel, tal como Philip Seymour Hoffman(melhor interpretação do filme).
7-No Country For Old Men- Ethan Coen, Joel Coen
Javier Bardem tem uma interpretação de gigante neste filme menor, em que Tommy Lee Jones é apenas parte do estúdio, entrando em cena algumas vezes, para despejar umas frases sobre moral e coisas da vida, de forma algo idiota e forçada. História interessante até certo ponto, até quando se começa a tornar repetitiva e algo irritante. Bons planos, boa realização. 2/5
8-Cloverfield- Matt Reeves
Filme completamente fracassado, com personagens vazias e sem espirito. Sequências de acção bem conseguidas, história banal e pouco surpreendente. Já vi este filme algures... 1/5
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