domingo, 6 de julho de 2008

E perder um amigo(a) é...

E perder uma amiga é como se, de algum modo, tivesse morrido, porque é uma alteração total da pessoa, deixas de poder contar com ela, desaparece da tua vida, a diferença é que quando morre tu a recordas graciosamente como foi, e quando acontece isto, tu continuas a ver o 'novo alguém' apoderar-se do corpo dela e manchar-lhe a imagem, contudo nada podes fazer, além de afastar os olhos e esquecer que ela existe, fingir que nunca existiu, mesmo que cada vez que pares a sintas, sintas a falta daquilo, vais apenas fingir que nada se passou e nunca existiu, é estranho, mas é a realidade da vida, e nada podemos fazer para a alterar, mesmo depois de já tudo termos feito. Seguimos caminhos diferentes e esquecemo-nos do que fomos um para o outro, acontece, mas vou tentar que nao aconteça mais.
Acontece, dar-mos tudo a alguém e no fim sermos esquecidos.
Não queria, mas nada posso fazer.
Doí bastante, aos poucos.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Maturidade

É a maturidade que controla a tua inteligência. Podes ter a inteligência dentro de ti, mas se não fores racional o suficiente para a usar, nunca conseguirá exprimir-se totalmente. É como um animal numa jaula, tu sabes que ele está lá, mas não consegues controlar as suas acções.
A maturidade permite-te usar a inteligência, por vezes resulta sem essa maturidade, mas é apenas questão de sorte, pode resultar ou não. As crianças apesar de imaturas são inteligentes, porque por vezes essa inteligência resulta, mas não na maior parte das vezes.
A diferença entre um ser mesmo inteligente e um que possuí a inteligência, é a racionalidade e a forma de a usar.
Se fores inteligente mas não pensares na forma como obtens sempre o melhor de ti, então de que serve? A maior parte das vezes não vais usar metade dessa inteligência.
Com a maturidade, que engloba determinadas caracteristicas, vais ser capaz sempre de usar o máximo da tua inteligência.
A maturidade não vem apenas com a idade, vem também com a tua personalidade.
Antes de utilizares as tuas ideias, essa ‘inteligência’ que possuís dentro de ti, pára e pensa um bocado, estás realmente a utilizá-la ao máximo e da melhor forma?

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Gungrave

"Life and death are like next-door neighbours. Anyone can give death, and anyone can take life. Like this rain, it could hit anyone..."

terça-feira, 10 de junho de 2008

Saudades

Tenho saudades minhas.
Tenho saudades de me sentir sozinho, de pensar apenas para mim e em minha função.
Saudades de não ter que justificar nada, de partilhar nada, de dar nada.
Tenho saudades daquele filme, daquela tarde, daquela casa...das coisas banais.
Tenho saudades do tempo que passou e do que tempo que está a passar.
Saudades de nada ter, saudades de nada dizer.
Tenho saudades de me encontrar, encontrar livre de tudo, perdido apenas em mim.
Saudades do meu sorriso, saudades da minha voz, saudades do meu coração.
Tenho saudades de me sentir, apenas a mim, primeiro a mim.

Dei muito ás pessoas, tanto que já tudo gira por aqui, gira porque vale a pena, porque valemos todos a pena, mas gira também porque os seres humanos se juntam ao que sentem como bom, e a minha relação com eles é sem dúvida boa.
Há tanta gente e tão pouco tempo, vejo-me sem tempo para ti e estás mesmo aqui, vejo-me sem tempo para o outro e é tão fácil, para ela que me chama, para eles que me querem.
Vejo-me sem tempo para viver, porque estou a viver demasiado.

Tenho saudades minhas...e tu, tens saudades tuas?

terça-feira, 20 de maio de 2008

Família

Família?

Não é o sangue

É o coração.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Alma

Não consigo bem descrevê-lo, mas é horrivel, asfixiante e entristecedor.
Não há bem forma de a definir,pois é algo pessoal e é algo que define o ser humano.
Define o porque cada um sente de maneira diferente, é das poucas coisas que se sente singularmente. A nossa mentalidade está formada para que pareça mau...desaparece, esvanesce do que nos rodeia e nunca mais temos acesso fisíco a ela.
Dentro dela existe tudo, tudo o que é capaz de mudar o mundo.
Existe a arte, existem as emoções, existem as dores, as perdas, os sentimentos...
Custa tanto vê-la partir...custa mais ainda não senti-la em nosso redor.
É algo natural, que deve ser encarado de forma normal...é o que se diz mas não é o que resulta.
Se sinto a tua falta porque é que não te posso ter para sempre? Se sinto ‘isto’ dentro de mim, no peito, porque é que não te posso abraçar para sempre?
Perdem-se e já não se encontram, apenas são lembradas...lembradas por quem mais gostava delas e por outras...
Ainda não partiram e já sinto tanto a vossa falta, sinto tanto a falta disto, a falta do presente que já passou, do presente que vai passar, e do presente que há-de vir.
Sinto a falta porque penso demais, não se deve pensar nisto, porque não tem cura.
Não há forma de descrever a alma, nem de estar preparado para a ver partir...seja a dele, a dela ou de outra pessoa.
Os momentos passam, mas são as almas que os definem.
As almas pertencem a cada um, mas ninguém sabe de onde vem ou para onde vai a sua.
Até lá quero amar-vos, viver-vos..todos os segundos.
Deixemos as guerras de lado e vamos viver, nem que seja uma vez na vida.
Amo-vos e sinto o tempo a passar...
Não consigo bem descrevê-lo, mas é horrivel, asfixiante e entristecedor, o sentimento de perder uma pessoa através da morte.


“And Death shall have no dominion”

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Agora!

Só quando as coisas terminam é que lhes damos valor.
É assim quando as pessoas morrem.
É assim quando terminam as relações.
É assim quando nos sentimentos sem um sentimento próximo.
É assim quando termina algo que nos preencha ou que nos faça sentir algo mais do que humanos.
O ser-humano age de forma natural, habituando-se ao que tem, não tendo a capacidade natural de discernir na importância de cada coisa. Quando se vê sem isso, sente-se perdido e com vontade de lhe dar valor, numa altura em que esse 'isso' já não existe.
Há que dar valor ás pessoas enquanto vivas, demonstrar-lhes que as amamos, porque a vida é sempre incerta e amanha é sempre diferente a hoje, mesmo que o hoje tenha sido igual ao ontem.
Há que ter a capacidade de sermos racionais e valorizar-mos o que mais nos dá prazer, o que mais nos faz sentir melhor. Se o que parece bom para uns é mau para outros, então que o seja, mas que cada um viva de forma a que quando chegar o momento do 'fim', possa sentir-se completo e amado pela vida.
Há que viver dando valor a tudo o que temos, porque quando algo termina ou morre, termina todo esse sentimento de vida pegado a 'ele'.

Há quem saiba viver, há quem se deixe viver...